Finanças em linguagem humana. / Marcação na Curva

Renda fixa

Marcação na Curva

Forma de apropriar o valor de um título de renda fixa pela taxa de juros contratada na aquisição, sem refletir dia a dia as oscilações do preço de mercado — diferente da marcação a mercado.

O que é

Na marcação na curva, o valor do título evolui dia a dia de acordo com a taxa de juros combinada na aquisição, sem refletir as variações do preço de mercado (marcação a mercado, que reflete a taxa vigente a cada momento). Considerando que os fluxos contratuais (juros, correção e principal) sejam efetivamente pagos como previsto, e comparando as duas metodologias na mesma base, elas tendem a apontar para o mesmo valor no vencimento do título — mas ao longo do caminho, podem divergir bastante, especialmente se a taxa de mercado se afastar muito da taxa contratada. O Lume Educa hoje só mostra dados de marcação a mercado (PU compra, PU venda e PU base) para os títulos do Tesouro Direto — não calcula nem publica uma série de marcação na curva.

Como interpretar

A marcação na curva pode servir de base para mensuração contábil de determinados títulos, dependendo da classificação contábil e das normas aplicáveis a cada caso (nem todo instrumento financeiro é mensurado dessa forma) — mesmo quando é usada, ela não evidencia a variação do valor de mercado do título no meio do caminho, que só a marcação a mercado captura.

Armadilhas comuns

A marcação na curva não evidencia a variação do valor de mercado do título — quem só olha esse número pode não perceber que, se decidisse vender antes do vencimento, receberia o preço de mercado do dia, não o valor da curva. Para o Tesouro Direto, especificamente, a recompra pelo Tesouro Nacional antes do vencimento sempre usa o preço de mercado do dia, não a curva contratada.

Este artigo explica um conceito de mercado e como o Lume Educa o calcula. Não é recomendação de compra ou venda de nenhum ativo.

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